quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Feliz Ano Novo 2016


Estamos a contar em ordem decrescente as horas para entrarmos no próximo ano 2016. 

Que seja um ano diferente para melhor, Próspero, Cheio de Alegria, com muita Esperança e Felicidade para todos vós.

Que os Sonhos se possam tornar realidade, os objectivos alcançados;

Mas sobretudo que haja Paz, Amor e Optimismo.

Um Feliz Ano Novo


terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Os Meus Rascunhos - Serviços de Urgência, Profissionais e a Sociedade


Ciclicamente tem-se falado na desvirtualidade do sistema de saúde nas urgências hospitalares, nomeadamente quando vem a público o relato de algum caso real, mas que com o agrément de alguma comunicação social, pela continuidade, levantam exagerada celeuma, de acusações múltiplas, perseguição linguística aos profissionais de saúde, indiscriminação indesculpável, quando o problema se relaciona com o problema de organização, nomeadamente os circuitos internos e externos entre os vários serviços de saúde e não com a qualidade individual e colectiva dos mesmos.

As notícias iniciam-se normalmente com o objetivo de uma investida aos profissionais de saúde, normalmente médicos e enfermeiros, como tem sido o caso tão propagado nos últimos dias, fazendo esquecer ou fazendo por esquecer o verdadeiro cerne das questões que ao longo das dezenas de anos têm permitido o aparecimento de situações graves, com mortalidade negligente ou morbilidade por erro, que de certeza nenhum médico ou enfermeiro desejará que deva acontecer.

Mas mais uma vez, tal como o Governo anterior conseguiu desde 2011 dividir o povo português aplicando, com sucesso, uma “guerrilha” entre trabalhadores privados e funcionários públicos, aproveitam ainda o seu anterior poderio para impor nalguma comunicação social (felizmente poucos), manchetes e artigos sequenciais, duvidosos e escusos, abusivos e indiscriminatórios.

Mas mais grave é o facto de se querer originar atualmente uma Guerra entre Médicos e Enfermeiros, verdadeiros suportes na resposta à doença, que infelizmente já começa a dar algum efeito, entre ambas as áreas profissionais, nos trocadilhos que vão aparecendo nomeadamente nas redes sociais mas que nenhuma das quais merece.

O mediatismo que a classe politica sempre estabeleceu para si própria, desde o 25 de Abril de 1974, não deixa de ser alheia a confusão e mal-estar que se vai verificando ciclicamente, cuja fuga se transmite no ataque aos mais frágeis para dar a imagem que tudo tentaram fazer mas uns “tipos que por aí andam a tentar boicotar…”, na minha óptica o que é imboicotável, por indiferença social, desconhecimento do que é ser colectivo, farsa ilusória, passividade apática e por incompetência de alguma classe politica reinante.

O Povo Português não tem culpa;

Nenhum doente recorre a um serviço de urgência sem justificação, indo ao mesmo, por necessidade de querer resolver um sintoma, ou um problema clínico, que por mais pequeno que seja, de certeza que lhe é incomodativo, senão aí não recorreria, estando a perder o seu tempo se não estivesse doente.

Fala-se de organização dos serviços de urgência hospitalares há dezenas de anos; fazem-se seminários com presença de várias entidades como sejam também a Ordem dos Médicos, como em Setembro do corrente ano sobre constrangimentos e oportunidades dos serviços de saúde com individualidades mediáticas da praça pública, seminários esses que se vão repetindo a cada ano como se de uma Bíblia ou Antigo Testamento se tratasse, porque as sapiências eruditas ficam no esquecimento não passando do culto académico para o mundo prático.

Talvez em vez dos melodramas, seja tempo de definitivamente se definirem as prioridades em termos dos serviços de urgência, seja no sentido organizacional, nas necessidades gerais, na articulação entre as diversas identidades seja intra ou extra-hospitalar, na forma de contactar, comunicar e transportar, ultrapassando as fragilidades e os constrangimentos, com o bom senso e o juízo racional que ainda acredito que possa haver neste país.

Amanhã pode ser um de nós que necessitemos de uma resposta célere, qualitativa e multidisciplinar, para continuarmos a viver sem ou com a mínima morbilidade.

Posso ser eu ou você; então lutemos todos por isso com a convicção, o nexo, a responsabilidade e a certeza das coisas serem definitivamente bem feitas.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Os Meus Rascunhos - O Natal É Celebração


Aquela noite estava chuvosa e fazia frio; uma neblina ajudava ao desanimo dos poucos pássaros que se encontravam perdidos, ou porque se esqueceram de emigrar, por distracção, ou porque não foram aceites pelos seus homólogos para uma emigração para terras tão distantes, ou porque a velhice começou a ser sinal de fraqueza mental (têm células semelhantes ao do nosso neocortex)) e porque também a faceta muscular não lhes é perdoada com o passar dos anos.

Fomos ativados através da viatura médica de emergência médica, tendo na altura sido pouco perceptível a razão da pressa, mas em elevada velocidade chegámos ao local indicado.

Na cidade, coloração visível, de luzes díspares e intermitentes;

Estávamos no Dia 24 de Dezembro, em que estaria a acontecer algo, podendo estar a vida de alguém em risco.

Quando chegámos ao destino indicado, percebemos: O desaparecimento de uma pessoa, na altura refletida através dos holofotes, no interior e no fundo de um poço. A estimulação positiva efetuada verbalmente pelo Bombeiros que com a sua competência e solidariedade para com o cidadão comum, tentavam com os seus meios retirar o mesmo do local onde se encontrava.

Tudo foi rápido, pese a indiferença que foram o passar das horas, até alguém ouvir um grito que mais parecia um gemido, mas sendo ou não, vinha de um ponto longínquo, mas que na realidade estava mais perto do que inicialmente se previa.

Apresentava um estado clínico hipotérmico, com dificuldade em respirar, porque os pulmões não toleraram o excesso de água que para eles entrou; foi aquecido, entubado e ligado a um ventilador, tendo logo que possível, sido transferido para um serviço de cuidados intensivos no hospital.

Passaram algumas horas e estávamos já no dia 25 de Dezembro, poucos minutos passavam da meia-noite;

Os madeiros, algures dispersos pela cidade; muita gente envolvente, garrafas meio vazias ou vazias, gente que parecia dançar, meio cambaleante, danças anómalas não estilísticas pelo menos no que diz respeito ao conhecimento que tenho dessa arte.

A felicidade de um sucesso clínico, numa noite fria e desamena, que mais lembrava a vontade de se estar em família, perto de uma lareira, em tertúlia geracional, razão de milhões de portugueses estarem a essa hora no seu ambiente fechado, luzidio e aquecido.

A melhoria progressiva do doente, até que, no dia 31 de Dezembro, se tirou o tubo que o ligava ao ventilador e pouco depois as suas palavras de esperança: “Hoje é dia 25, Dia Santo, de Natal, o Nascimento do Menino Jesus; tão bem me sabia, se me pudessem dar, uma fatia de bolo-rei”.

Pese a confusão, porque de nada se recordava, a não ser que o dia poderia ser o de Natal;

A satisfação de um ser humano, como homem que é, vivo, melhorado de uma situação em si grave, percebendo que acordou de um sonho que não sabia ter tido;

Comprámos um Bolo-Rei;

Envolvemos o leito do doente e saboreámos com prazer a vitória da solidariedade de dois mundos semelhantes: O sofrimento do doente enquanto doente, superado pela sua força intrínseca, adjuvada pelo conhecimento médico, como também pela solidariedade envolvente que prima na esperança de sempre se tentar fazer o melhor bem possível.


quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Mensagem de Natal


A NOSSA MENSAGEM DE NATAL DE 2015


Foto João Gabriel em Festas de Campo Maior 2015


Um Feliz e Santo Natal para todos vós, com Alegria, Felicidade, Amor, Paz e grande Harmonia

São os desejos da Minha Família para Todos Vós

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A Maratona


Persistência e Firmeza podem ter como exemplo a MARATONA, corrida bela e interminável, que continuará muito para além da nossa morte.

Pode ser difícil perceber o porquê da vontade das pessoas correrem, sem preconceito de medalha, ou de vocação ou simplesmente por imaginarem uma eventual medalha para uma estante estática que nada lhes vai acrescentar em termos de satisfação.

Mas já a lenda dos 42,195 quilómetros, revivência da corrida de um jovem Ateniense para anunciar aos conterrâneos a vitória sobre os Persas, provoca no século atual, pejado de pessimismo, negativismo e desanimo, uma prova de resistência ao estorvo político, de esperança pelo futuro e da vontade de ultrapassar obstáculos e dificuldades, não alheias à complexidade que por mais estadista se seja, sente-se na vivência da dinâmica existente no nosso dia-a-dia.

Será por isso que as pessoas correm com o seu prazer desmesurado, colocando em prova uma resistência ímpar, uma esperança mundana e uma vontade invulgar, correndo para se sentirem vivos, revivendo a sua antítese, lançando a si próprios um desafio que muitas vezes ultrapassa a sua própria compreensibilidade.

A confiança própria;

Esquecendo o desgaste físico lançam a si próprios um próprio desafio: A descrição da sua experiência às gerações vindouras, transmitindo encorajamento, estímulo e uma confiança firme, que ultrapassa e abafa qualquer incerteza, abatimento interior, negativismo espiritual, transferindo esperança, confiança e segurança, sabendo que o próprio objetivo é cruzar a meta com ou sem fôlego, mas com a felicidade de se conseguir uma façanha talvez inexplicável para os mesmos, mas compreensível à luz da razão dos próprios sacrifícios.

Como se fosse uma levitação;

O entusiasmo do ego, a felicidade orgulhosa de suplantar o inultrapassável, a felicidade de vencer a sede atroz e de ultrapassar o calor inimaginável, a dor esquecida do desgaste físico, o suor a espairecer-se, o cansaço evaporado, a exaustão a ficar oculta relaxamento ultrapassa o orgulho que nessa altura deixa de ter importância, seja qual seja a sua intensidade

É ser-se conhecedor dos próprios limites, sabendo que o tempo cumpre o seu papel, da decadência física, mas que até lá possa ser em glória, na satisfação do gozo que dá correr, mas que não deixa de haver para os mesmos um sentimento de orgulho, numa máquina humana que sendo orgânica nessas alturas poderá ter de funcionar com se inorgânica fosse.

A energia positiva a ultrapassar a barreira do psiquismo dúbio.


domingo, 13 de dezembro de 2015

Paciência versus impaciência

Somos seres pacientes mas muitas vezes impacientes;

Custa-nos muitas vezes, como pacientes, lidar com os impacientes, mas pode acontecer não sabermos onde começa a paciência e termina a impaciência.

O nosso humor varia perante alguém que discutindo determinado assunto pode estar a ferver em menos ou mais água com temperatura variável, dependente do ato de comover ou ser comovido, da emoção da altura, da maior ou menor perturbação, ou da agitação, que determinado assunto possa trazer ou provocar, ou mesmo da força interior para evitar o “vou-me embora, não estou para isso”.

Mas a paciência é uma precioso valor interior na qual todos precisamos amadurecer ao longo da vida, força intima que no fundo “ordena” o nosso equilíbrio psíquico, dificultando o virar as costas aos problemas que muitas vezes preferimos não confrontar ou não sermos confrontados.

Mas será que paciência terá alguma coisa a ver com paixão e a impaciência com inquietação?

Ou será que a paciência pode ser desespero, escamoteado pela virtude?

A impaciência será a debilidade do forte e a paciência a força do débil?

A paciência faz-nos imergir no âmago da vida mas a impaciência torna-nos ofegantes, por vezes esbracejantes, que nos acaba por atropelar a nós próprios. A paciência pede e dá-nos tempo, a partir da confiança que abraça o próprio ser humano, mas nem sempre serve de instrumento suficiente para com o tempo controlar a impaciência.

Ambos têm o seu caminho a percorrer, seja lógico e racional ou incoerente e irracional.

O talento é a paciência sem fim; afinal qual deles na vida atual terá a maior razão?


Eu não sei. 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

O Sporting, o Jesus e o Natal

Bem, os meus sinceros parabéns; não deixa de nos orgulhar por ser um clube português. Haja Jesus e o natal!

O Sporting recebeu e venceu esta noite o Besiktas, por 3-1, carimbando assim o passaporte para os 16 avos de final da Liga Europa.
DESPORTO.SAPO.PT