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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Meditações - Ser visível ou invisivel

Somos visíveis no mundo em que vivemos, porque acreditamos através da nossa mente que vimos tudo o que se estende ao longo do horizonte que os nossos olhos alcançam através do mais ínfimo pormenor, desde que a retina, mesmo nublada, o permita observar.

Também somos visíveis porque vivemos numa sociedade com as suas regras próprias, valores distintos e os preceitos normativos que por mais que se queiram ocultos, ou que se pretendam renegar, estão e estarão sempre presentes seja em democracia ou estado autoritário, que vão dominando as pessoas e a sua cultura ou incultura, conforme o que mais fé possa dar à classe dominante e/ou politica.

Então e ser-se invisível, com a possibilidade de ver doutra forma o mundo em que vivemos, a configuração bizarra dos comportamentos humanos na senda de uma vida que se vai tornando mecanicista e corporal como se funcionássemos através de um backOffice, desentorpecimento que o mundo tenta expor, fruindo aparentemente de uma evolução de bem-estar e boa aventurança, de atitudes pessimistas encobertas na sociedade em que se vive.

Poder ser-se invisível durante algum tempo, o suficiente para indagação do comportamento diário da sociedade que nos rodeia e em que todos nos inserimos, poder-se-á aprender como mudar uma comunidade para melhor, destapando-a dos seus buracos e covas, cobrindo estes com areia ou cimento, progredindo para uma felicidade sem paradoxo mas com nexo, atingindo-se um bem virtuoso, que aos nossos olhos também se poderá juntar a nossa voz, feições menos formatadas e modos mais virtuosos, tal que permita que um qualquer sonho possa vir a ser uma realidade não ficcionada.   


domingo, 26 de março de 2017

Diário de leitura - Livro "Para onde vão os guarda-chuvas"" de Afonso Cruz


É o primeiro livro que leio de Afonso Cruz. Surpreende-me pela forma simplicista como escreve sobre tanta coisa, levando-nos a uma reflexão permanente sobre a sociedade e as pessoas que nela são integradas, tentando evidenciar que pese as diferenças sociais, religiosas e politicas, num contexto de questões delicadas entre os muçulmanos, hindus e cristãos, pode haver ainda tolerância, paz e amor, num mundo onde a intercolaboração pacifica é cada vez mais difícil.

Estamos perante o oriente efabulado com o que tem de mágico, como de perverso, numa história que se vai desencadeando, como se tudo se pudesse jogar metaforicamente através das peças de um tabuleiro de xadrez, peças transformadas em personagens, entrecruzadas ao longo da história, desde a procura do amor aos acessos de violência, às várias tragédias pessoais que vão ditando e impondo o essencial ao longo das 620 páginas do livro.

Toca em questões tão delicadas como sejam os maus tratos em crianças ou prostitutas, a exploração infantil, a violência sobre a mulher, os interesses políticos, o terrorismo ou a intolerância religiosa.  

É uma escrita simples, melodiosa, sem artifícios desnecessários que fala sobre tanta coisa bonita, que dá vontade de pegar no livro várias vezes para reter tantas bonitas passagens que o mesmo nos transmite. 

Tem um final duro e inesperado.

Classificação 5/5 conversador, obrigatório.


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Meditações - – Um Dia Com Pensamento Escuro



Eu sei que era um fim em si mesmo mas não percebi a intenção: Estava com o pensamento afastado do mundo real; tudo era aparente e aparentado, até a própria cor relva era inventada.

Não me parecia ser verdade o facto das cores serem desconhecidas. Seria um sonho? Mas que sonho? Eu estava aqui, presente, a olhar para uma pedra que aos meus olhos poderia ser negra ou colorida pela irradiação solar. Não sei onde estava nem sei onde estarei neste preciso momento!

Sim, por aí ando, como qualquer português por aí anda; seremos cegos? Talvez Saramago no seu livro “a cegueira” nos tivesse querido chamar a atenção para isso mesmo.

O fim em si mesmo.

Esqueçamos. Não há presente, muito menos haverá futuro!

Tenho dito   


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Os Meus Rascunhos - A Metáfora da Flor Simbólica



Aquela Flor, tão exasperante quanto intensa e bela;

Lá se encontra inimaginável, algures num campo penetrante, fim imperceptível, por estar camuflado por uma áurea rosada e luzente, num panorama que mais parece uma fotografia mística e espiritual, mas que na realidade evidencia uma metáfora visual tendo em conta a neblina existente, névoa cerrada, em contradição a algumas nuvens bem escuras, que desenham o universo que bem perto se encontra da nossa pessoa.

A Flor ali permanece, com a sua esteticidade perfeita, tentando manter-se florida, pese estarmos em meados do outono quase invernal, com “coração” resistente ao desgaste da natureza em sua volta, que faz parte da criação do mundo, sendo por isso inesperada, pela sua força exasperante, ou atitude omnipotente por poder ser demolidora e destrutiva, podendo arrasar toda e qualquer ação realizada pelo homem, por mais benévolo que este tente ser.

Sendo a natureza ou não, sendo ela a mandar no mundo, perto ou longe do nosso coração, dependendo da bondade ou da maldade, essa flor conseguiu dizer não, tal como alguns seres humanos que ainda conseguem pelejar pelo mundo, vão conseguindo combater a crueldade, antónimo da bondade que poderia pacificar, reconciliar e harmonizar a favor do ser humano essa mesma natureza: Contra a guerra diária no emprego ou no campo de batalha, contra a fome no mais recôndito do planeta, na minimização do sofrimento do dia-a-dia, na reconsideração de uma melhor vida dentro desta vida como na preparação da continuação da vida que continua para além da morte.

As Guerras físicas e outras desgastantes,

Como sejam as batalhas psíquicas, que o homem tem de suportar, para não se dissipar, nem se deixar consumir, muito menos ficar destruído, com magnificência e grandeza, na sua simplicidade, humildade e singeleza, tentando demonstrar que sendo um ser humano assim deveria ser tratado como tal, seja na realização no Mundo Aberto e Privado, ou na concretização dos seus objetivos no Mundo Fechado e Estatal.

Sem se ser amordaçado no Cosmos Aberto nem no Universo Estatal.

Por isso a nossa felicidade de ainda acreditarmos quando vemos uma Flor Simbólica, que não sendo amordaçada pelo ambiente que a poderia engolir, consegue resistir a tudo e também a si mesma, numa reação de confronto salutar contra os ideais fantasmagóricos implementados numa sociedade, que tendencialmente tenta ultrapassar o que apenas deveria ser ilusório.


domingo, 13 de dezembro de 2015

Paciência versus impaciência

Somos seres pacientes mas muitas vezes impacientes;

Custa-nos muitas vezes, como pacientes, lidar com os impacientes, mas pode acontecer não sabermos onde começa a paciência e termina a impaciência.

O nosso humor varia perante alguém que discutindo determinado assunto pode estar a ferver em menos ou mais água com temperatura variável, dependente do ato de comover ou ser comovido, da emoção da altura, da maior ou menor perturbação, ou da agitação, que determinado assunto possa trazer ou provocar, ou mesmo da força interior para evitar o “vou-me embora, não estou para isso”.

Mas a paciência é uma precioso valor interior na qual todos precisamos amadurecer ao longo da vida, força intima que no fundo “ordena” o nosso equilíbrio psíquico, dificultando o virar as costas aos problemas que muitas vezes preferimos não confrontar ou não sermos confrontados.

Mas será que paciência terá alguma coisa a ver com paixão e a impaciência com inquietação?

Ou será que a paciência pode ser desespero, escamoteado pela virtude?

A impaciência será a debilidade do forte e a paciência a força do débil?

A paciência faz-nos imergir no âmago da vida mas a impaciência torna-nos ofegantes, por vezes esbracejantes, que nos acaba por atropelar a nós próprios. A paciência pede e dá-nos tempo, a partir da confiança que abraça o próprio ser humano, mas nem sempre serve de instrumento suficiente para com o tempo controlar a impaciência.

Ambos têm o seu caminho a percorrer, seja lógico e racional ou incoerente e irracional.

O talento é a paciência sem fim; afinal qual deles na vida atual terá a maior razão?


Eu não sei. 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A Perfeição e a Imperfeição


Foto João Gabriel

No seu primor, orientam-nos irrealisticamente para uma ilusão de um facto que pensando ter sido atingido esse “clímax”, auge e apogeu do endeusamento humano, ninguém os pretende alterar, nem modificar, nem intervir, muito menos aprimorar ou retocar. Aí começa a perturbação real da “desalma”!

O Ser, julgado por si próprio Perfeito, julgando-se irrepreensível, não admite diferenças por excesso ou por defeito, seja qual seja o fim em si mesmo.

Lutará ainda hoje a humanidade pela Perfeição absoluta?

O homem Perfeito a existir será um omnipotente, todo-poderoso por isso mesmo, apenas podendo ser admirado à distância, até porque a Perfeição acaba por ser uma Imperfeição, por isso mesmo uma obsessão; Hitler existiu na sua perfeita Imperfeição, julgando-se o mais perfeito do mundo!

Vejam-se as guerras por algo inatingível, as lutas pela supremacia política, os conflitos para demarcação territorial ou as discórdias pelo interesse económico.

Aí começa a incompreensão do mundo, provocado pelo desentendimento humano, por vezes devido à idiotice ou à imbecilidade daquilo que não é facilmente explicável, nas leis da sociedade, porque a Perfeição pode não se conseguir explicar nas regas da boa moral.

A Perfeição sendo estática (a beleza) …Existe só para ser admirada!

Mas se existe, deve ter a sua própria função: Fazer com que cada um de nós conheça a sua Imperfeição, os seus erros, os lapsos desnecessários, equívocos inúteis, indefinições escusadas ou a ambiguidade supérflua.

Mas a Imperfeição será o caminho aberto para a utopia? Será que o Perfeito tem de ser desumano, porque o ser humano é um ser Imperfeito?

Então se tudo na realidade deve ser Imperfeito, então o Amor entre os humanos talvez seja razão única da Perfeição dentro da Imperfeição de um mundo enganado, contra si mesmo.

A Imperfeição é então Arte, desde que com ela saibamos conviver.

Mas se não achamos o mundo Perfeito é porque a Imperfeição está intrínseca em nós próprios como ser humanos que somos.

Por tudo isto, só chegaremos um dia a ser Perfeitos quando definitivamente reconhecermos a nossa permanente Imperfeição.

Até porque, até hoje, é a Natureza a que mais próxima se encontra da Perfeição, porque é ela que mais consegue suportar a Imperfeição humana.

Por mais inacabada que seja, essa “Quase” Perfeição pode acabar sem passar pela etapa da Imperfeição; vejam-se por exemplo as destruições dos Templos Históricos que a Fénix Islâmica tem efetuado, tentando reconfigurar na Perfeição e no Belo o impossível, não destruindo, mas simplesmente passando a imaterial (pó) aquilo que deixou de ser material (monumentos…) 

Apenas o Amor pode ser Perfeito…E só de vez em quando…! 


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Fernando Pessoa e a Razão do Não Viver a Vida










"Os mortos nascem, não morrem.
 Estão trocados para nós, os mundos. 
 Quando julgamos que vivemos, estamos mortos; 
 Vamos viver quando estamos moribundos."


domingo, 23 de agosto de 2015

Custa Acreditar

Custa acreditar que o mundo possa ser tão injusto! 



Mas é verdade que cada vez mais a violência está bem impregnada no espírito do ser humano; vejam-se os números de visualização dos diversos vídeos cuja violência incomoda o mais sóbrio cidadão do planeta (isto se o mesmo existir entre os biliões, dúvida que prevalecerá até aos fim dos dias de vida de qualquer um de nós).

A propósito da chacina das baleias, ou do cão enrolado num manto perto de um contentor de lixo à espera da trituradora e do desaparecimento de algo, “essa coisa”, que se tivesse sido esse o desfecho, nunca teria existido.

Mas claro

Começa a não haver dúvida que o ser humano consegue pulverizar-se a si próprio, aspergindo de um planeta que de real passa a ser uma espécie de filme virtual. Vejam-se os afogamentos de emigrantes que passam a ser corpo inerte, excepto para os tubarões, dando razão a Descartes quando considerou ser a dualidade a capacidade do nosso conhecimento.

A facilidade com que se decapita, tentando a instrumentalização do mundo na capa de uma religião que nada disso apregoa.

As violações em série de inocentes, a coberto de envelopes ou encomendas cheios de milhões de dólares que sobrariam em boas mãos para modificar muita da infelicidade que crassa por este mundo ignóbil.


Viver a vida deveria ter significado mas o significado artificial deixa a dúvida do que significa ser ou saber viver!


domingo, 19 de janeiro de 2014

O Melhor Amigo do Homem e a Morte


Na vida profissional passamos por momentos incógnitos, tal como me acontece também quando faço algum turno na viatura médica de emergência e reanimação, constituída na sua essência por médico e enfermeiro, muitas vezes rumo ao desconhecido quando activados pelo centro de orientação de doentes urgentes, como é norma.

Esse desconhecimento leva-nos por vezes a situações limite, no que diz respeito à sobrevivência do ser humano, nomeadamente quando encontramos doentes com situações de perda de conhecimento, devido a paragem cardiorrespiratória, que infelizmente são mais frequentes do que seria de esperar, no pensamento normal do cidadão comum.

Relembro a história de duas dessas situações em que houve necessidade de reanimar as vitimas, mas pese a ordem e harmonia da equipa, a sua vontade em fazer o melhor possível, o seu querer em pretender reverter o quadro clínico, houve o definitivo desespero por não se conseguir atingir esse desejo final, que seria trazer de novo os corpos para a sua vida terrestre. Há uma altura limite em que se tem de tomar a iniciativa de parar as reanimações, quando se tem o sentido da irreversibilidade de não se poder dar de novo essa vida física a quem já dela se libertou.

Após o sinal objectivo da tristeza de um missão falhada, de imediato ouvi o uivar e o ganir em tom elevado, semelhante ao dos ancestrais lobos, seguido de um ladrar especial, inacabado e mantido de quem recebeu da alma, já separada do corpo-máquina, algo especial e espiritual, que não sabemos o quê, mas que houve uma entidade imaterial que já noutra dimensão conseguiu de certeza transmitir algo de felicidade ao cão, que não ouvimos nem percebemos mas que consideramos ter acontecido.

Em ambas as situações impressionou-me a coincidência...

Nos relatos verídicos de quase morte, entre outras descrições é unânime a presença da flutuação de algo imaterial, como se de uma suspensão no ar se tratasse, que olha para o corpo disforme pela própria reanimação, em que o seu pensamento poderá ser confuso nos poucos minutos que lhe poderão ou não restar, mas que a alma poderá considerar como uma eternidade de incerteza, a espreitar, ou olhar para o corpo que se encontra "lá em baixo", incerteza essa derivada também da incógnita da alma poder usufruir ou não de uma bela viagem, que poderá ser de sonho,  porque ao mesmo tempo que assiste  à agressão terapêutica do seu corpo, sente que do outro lado há quem o chame através de palavras simpáticas e meigas, como um chamariz para um "jardim" desconhecido, mas que parece ser florido, cheio de luzes e de magnetismo.  

Confirmei em ambos os casos, a forte ligação do dono para com esse grande amigo do homem, que é o Cão.

Fiquei inquieto, pensativo, preocupado por não encontrar explicação para ambos os factos.

Lembrei-me de um filme que a minha filha me obrigou um dia a ver, sobre a história do Hachikõ, cão de raça Akita, lembrado pela sua lealdade ao dono que perdurou muito para além da morte deste, que me emocionou, pela fidelidade retratada com tão tamanha grandeza esperando pelo retorno do seu dono durante cerca de dez anos até à sua morte.

Sendo esse mundo materialmente desconhecido, para além do que se vai sabendo sobre física quântica, uma certeza existe, a de que esse  nível de consciência imortal e eterna tem a pura sabedoria para aproveitar a luz que ilumina sem cegar para saber agradecer com gratidão a quem na vida terrestre lhe soube fazer o bem. 


terça-feira, 12 de novembro de 2013

O sonho comanda a vida ou a vida limita o sonho?

Afirma António Gedeão na sua primorosa obra, Pedra Filosofal, que "o Sonho sendo aquela constante da vida tão concreta e definida, há quem não saiba que esse Sonho comanda a vida..."

Mas a Realidade tem limites, o Sonho não;

Sonhar é um bem que nos foi facultado; complicado é diferenciar o Sonho da Realidade. Shakespeare escreveu que somos feitos da mesma matéria de que são feitos os Sonhos, considerando o sonho como "uma bússola" que nos orienta através de um longo caminho que temos de percorrer ao longo da nossa vida, ou não fossemos descendentes de aventureiros e descobridores além-mar, como nos move nesse sentido a poesia de Luís de Camões.

Na vida real, porém, tudo acaba por ser menos poético...

Os próprios contornos entre o Sonho, o Acaso ou a Realidade poderão ser tão semelhantes ou distintos como “a tal pedra cinzenta…”, que é citada no mesmo poema: O Sonho não será na realidade a “estrada” que conduz ao conhecimento do nosso subconsciente? O Sonho não comanda a vida? Não nos faz acreditar num mundo melhor? Não nos dá ânimo possível para enfrentarmos diariamente os problemas que o mundo nos vai "inventando"?

Ter um Sonho pode na Realidade modificar a nossa vida!

O dilema são os nossos breves despertares, apresentando imagens algo desconexas, por vezes dúbias, com intenção ambígua, caminho para a imaginação descoordenada e desordenada; o Sonho pode então ser uma fuga da realidade, dando uma ilusória sensação de liberdade, a possibilidade aparente de idealização das coisas, objectos, visões ou sentimentos, uma forma de visionar e adquirir forças, para poder, no nosso imaginário, ser transformado em Realidade.

Stefan Klein, biofísico alemão considerado por António Damásio, como “o mais importante escritor sobre Neurociência na Alemanha” tentou provar através de inúmeras experiências que o Acaso não só faz parte da nossa vida, como determina a maioria das decisões, acontecimentos, identidade e consequentemente a maneira de estar no mundo (por mais cruel que este seja). Se assim é, deveremos então tirar o maior partido desse mesmo Acaso, estando o mais atento possível, passando a contar com ele como se o mesmo fosse algo de planeado.

O Sonho, o Acaso ou a Realidade?

Sonhar e por aí ficar, não saber aproveitar o Acaso para se perceber que se poderão atingir determinados objectivos na vida do dia-a-dia, é não ter a percepção correcta da Realidade, podendo levar a entendimentos paranóicos, que embora com atenção aos estímulos, estabelecerão vínculos erróneos na relação com o exterior. Por isso Jung acreditava que a simbologia dos Sonhos, podendo expressar um desejo interno de compreensão, apareciam para ser entendidos,  podendo ser adaptados à realidade.

MAS quem comanda a vida não são os Sonhos, somos Nós Próprios.

Entendê-los é importante, mas saber distingui-los dos objectivos da vida é um bem ainda mais útil,  porque nos obriga a saber conduzir com eficácia e sabedoria no caminho correcto, permitindo que olhemos para o nosso corpo físico e psíquico  como também o que nos envolve.

Por isso mesmo: o Sonho, o Acaso e a Realidade estando interligados, não são um meio mas sim um fim, que todos nós poderemos atingir se soubermos enfrentar positivamente a problemática da vida.